«Vim a Comala porque me disseram que vivia aqui o meu pai, um tal de Pedro Páramo. Foi a minha mãe quem mo disse. E eu prometi-lhe que viria vê-lo quando ela morresse. …» Assim inicia Rulfo a sua novela, fragmentada em memórias entrecruzadas de tempos e sentimentos antigos que habitam uma pequena aldeia aparentemente abandonada e esquecida.
Vários discursos perdidos no tempo confluem para contar a história de Pedro Páramo, um homem que sobrevive pela força com que marcou a memória dos que com ele conviveram. E é no jogo de histórias que se constrói a noção do própio presente.
«Pedro Páramo» é, sem dúvida, uma das mais importantes obras da literatura universal e especificamente da literatura hispano-americana.
Todos os grandes nomes da literatura sul-americana reconhecem em Rulfo, e nesta sua novela em particular, a influência maior de todas as correntes literárias a partir do século XX; fundando o estilo que ficou conhecido como Realismo Mágico, estabelecendo as temáticas fundamentais de obras literárias subsequentes
PRÉMIO CERVANTES
PRÉMIO PRÍNCIPE DAS ASTÚRIAS