Inserido numa colecção que tem por objectivo principal a divulgação da poesia e das mais inovadoras formas de expressão escrita de autores nacionais, «A Oriente» de Yvette Centeno compõe-se de duas partes distintas. A primeira intitulada Sinais e a segunda a oriente que reúne um conjunto de textos inéditos da autora, que por sua vez aconselha a sua leitura "como quem contempla em silêncio uma paisagem de acaso."
Yvette Kace Centeno, conhecida pelas vertentes de ensaísta, romancista e poetisa, nasceu em Lisboa a 7 de Fevereiro 1940, tendo ascendência de origem germano-polaca. Depois de ter passado a sua infância em Buenos Aires, vem para Portugal, mais concretamente para Coimbra onde ingressa no curso de Germânicas. Posteriormente, opta por Lisboa, onde obtém a licenciatura. É na Faculdade de Letras desta cidade que faz o doutoramento em Filologia Germânica com uma tese sobre a Alquimia no Fausto de Goethe. A Universidade Nova de Lisboa é a sua seguinte paragem, onde é ainda hoje professora catedrática. É nela que funda o Gabinete de Estudos de Simbologia, que aliás dirige. É também directora do serviço Acarte da Fundação Calouste Gulbenkian e colaboradora de publicações como a Colóquio Letras, a Persona, a Cronos, o Jornal de Letras e o Diário de Notícias.